Lucanus cervus

MORFOLOGIA

O macho é inconfundível graças às suas mandíbulas em forma de pinça que usa para combater outros machos.

O comprimento do corpo pode variar entre 2,7 e 5,3 cm (sem contar com as mandíbulas). Contando com estas pode até ultrapassar os 8 cm de comprimento.

 

As fêmeas são mais pequenas, variando entre 2,6 e 4,1 cm.

São brilhantes, com a cabeça e tórax negros e abdómen e pinças acastanhados.

Normalmente podem ser encontradas até Setembro, enquanto ainda têm energia para depositar os seus ovos por vários locais.

CURIOSIDADES

Esta espécie depende de árvores antigas, principalmente espécies de folha caduca como o carvalho-alvarinho ou o castanheiro.
É uma espécie protegida. Consta no Anexo II da Diretiva Habitats, no Anexo III da Convenção de Berna e está classificada como Quase ameaçada pela UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza.
Os machos têm pinças para lutar entre si na presença de fêmeas. Normalmente encontram-se nos ramos altos das árvores e o macho vencedor é aquele que no final da luta não cair da árvore.
Podem ser predados por aves devido ao seu elevado valor nutritivo.

CICLO DE VIDA

As larvas de vaca-loura vivem nas raízes de árvores antigas durante mais ou menos 3 anos.
​Esta fase do ciclo de vida é passada a alimentar-se de madeira morta. Quando atinge o tamanho certo irá completar a metamorfose, passando pela fase de pupa até chegar ao adulto.
​O macho adulto tem um período de atividade de cerca de 1 mês. Durante este período, o seu objetivo é acasalar, morrendo logo de seguida, no entanto podem ser encontrados com frequências nas escorrências de carvalhos, onde se alimenta. Começam a aparecer durante a Primavera, tendo o seu pico de atividade nos meses de Junho e Julho. As fêmeas podem ser vistas até Setembro, uma vez que demoram mais tempo a pôr os ovos nos locais ideais para o sucesso da espécie.

 

Os outros lucanídeos de Portugal:

Lucanus (Pseudolucanus) barbarossa
Podem ser confundidos com as fêmeas de L. cervus, devido às pinças com dimensões menores. No entanto as suas antenas apresentam 6 segmentos, enquanto que as de L. cervus têm 4 segmentos.

Dorcus parallelipipedus
Pode ser confundido com a fêmea de L. cervus, no entanto as diferenças de tamanho permitem identificar a espécie em questão. D. parallelipipedus mede apenas cerca de 2cm, podendo variar dos 1.8 aos 3.2mm, ao contrário da fêmea de L.cervus que mede no mínimo 2,6cm.

Platycerus spinifer
O lucanídeo mais pequeno de Portugal. As suas populações encontram-se muito localizadas,  mas no entanto costumam ser bastante numerosas. Em 2016 não recebemos nenhum registo desta espécie, será que vai mudar agora em 2017?

 

Outras espécie possivelmente confundíveis:

Scarites sp.
Escaravelho mais pequeno que a vaca-loura, preto, com mandíbulas bem desenvolvidas e com uma “cintura” facilmente reconhecível. Pode ser encontrada principalmente em praias a andar pela areia.

Oryctes nasicornis
O conhecido escaravelho-rinoceronte. Esta espécie não é um lucanídeo, no entanto também se alimenta de madeira morta enquanto larva.

Cerambyx cerdo ou C. welensii
Os maiores longicórnos de Portugal. Cerambyx cerdo é uma espécie protegida pela Diretiva Habitats, tal como a vaca-loura. Estas espécies precisam de carvalhos de porte elevado com boa exposição solar. Existe uma enorme falta de conhecimento relativamente a estas espécies no nosso país.

DESCARREGUE AQUI UM MINI-GUIA PARA IDENTIFICAR ESTAS ESPÉCIES.

 

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